Notícias sobre segurança rodoviária

ANSR na apresentação do estudo: "Fadiga, Sonolência e Distúrbios do Sono – Que Impacto na Segurança Rodoviária? – Uma Análise da Realidade Portuguesa"

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​No dia 10 de março, em Lisboa, a ANSR, representada pela Vice-Presidente, Ana Tomaz, marcou presença na apresentação do estudo "Fadiga, Sonolência e Distúrbios do Sono – Que Impacto na Segurança Rodoviária? Uma Análise da Realidade Portuguesa".

No dia 10 de março, realizou-se a conferência de imprensa de apresentação do estudo "Fadiga, Sonolência e Distúrbios do Sono – Que Impacto na Segurança Rodoviária? Uma Análise da Realidade Portuguesa", no Espaço Atmosfera M, em Lisboa. A iniciativa, promovida pela Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) em parceria com a VitalAire, arrancou com a apresentação detalhada dos resultados do referido estudo, seguida por duas mesas-redondas moderadas pela jornalista da SIC, Rosa Pinto. 

Em representação da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária no evento esteve a Vice-Presidente da, Ana Tomaz, que participou na segunda mesa-redonda, intitulada "Fadiga, Sonolência e Distúrbios do Sono na Segurança Rodoviária: Depois dos Números, Que Políticas Públicas?", na qual foram discutidas políticas públicas para reduzir os riscos associados à fadiga na condução.

Realizado em dezembro de 2024, o estudo "Fadiga, Sonolência e Distúrbios do Sono – Que Impacto na Segurança Rodoviária? Uma Análise da Realidade Portuguesa", que analisou 1002 condutores em Portugal, revelou um cenário preocupante, destacando a necessidade de maior sensibilização sobre os perigos da fadiga ao volante, bem como medidas eficazes para a sua prevenção e tratamento adequado dos distúrbios do sono. A fadiga e a sonolência ao volante são fatores de risco frequentemente subestimados, mas que desempenham um papel significativo na sinistralidade rodoviária. De acordo com os dados deste estudo, cerca de 30% dos acidentes rodoviários estão associados à fadiga e a sonolência.

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Especialistas debatem soluções inovadoras na 17ª Conferência de Segurança Rodoviária da ASECAP, em Cascais

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A Vice-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Ana Tomaz, participou no primeiro painel da “17th ASECAP Road Safety Conference ", que decorreu, no dia 11 de março, em Cascais. O evento, organizado pela European Association of Operators of Toll Road Infrastructures (ASECAP) em parceria com a Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagem (APCAP), reuniu especialistas do setor para debater estratégias inovadoras com o objetivo de reduzir o número de acidentes e fatalidades nas estradas europeias.

O segundo painel da conferência abordou as medidas necessárias por parte dos decisores políticos, da indústria automóvel, dos operadores de infraestruturas rodoviárias e dos condutores para tornar a Visão Zero uma realidade, destacando a implementação de tecnologias emergentes, a melhoria da educação para a segurança rodoviária e a colaboração entre setores como fatores essenciais para transformar a segurança rodoviária na Europa. Este painel, moderado pela jornalista Raquel Albuquerque, contou com a participação de Ana Tomaz, Vice-presidente da ANSR, de Claire Depré, da EU Road Safety Unit, DG Move, de Manuel Melo Ramos, Presidente da APCAP e membro do Conselho da Presidência da ASECAP, de Emanuela Stocchi, Presidente do World Road Association (PIARC), de José Rui Simões, da Critical Software e de Rodrigo Freixo, da VML EMEA.

Esta conferência abordou temas fundamentais para a segurança rodoviária, incluindo medidas inovadoras para prevenir acidentes e proteger tanto os condutores como os profissionais que trabalham nas estradas. Discutiram-se novas soluções de sinalização e sistemas de alerta ITS, além de estratégias para aumentar a segurança dos trabalhadores e evitar acidentes laborais. Também foram apresentadas formas de melhorar o socorro em caso de acidente, reduzindo os tempos de resposta e agilizando o resgate. Por fim, analisou-se o papel da inovação, dos Sistemas de Transporte Inteligente Cooperativos (C-ITS) e da Inteligência Artificial na meta de eliminar acidentes nas estradas.

A ASECAP e os seus membros consideram a segurança rodoviária como a missão central do seu trabalho, garantindo que as autoestradas bem mantidas são as vias mais seguras da Europa. A ambição é clara: atingir zero acidentes e fatalidades, protegendo tanto os condutores como os profissionais que operam nas estradas.

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ANSR participa em Seminário sobre Segurança Rodoviária e reforça colaboração institucional

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​A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) marcou presença no Seminário Segurança Rodoviária, realizado no Museu Portugal Romano em Sicó, reafirmando o seu compromisso com a promoção da segurança rodoviária e a prevenção da sinistralidade.

A Vice-Presidente da ANSR, Ana Tomaz, participou na sessão de abertura do evento, ao lado do Presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova e do Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, sublinhando a importância da cooperação entre entidades para a implementação de medidas eficazes na segurança rodoviária.

Durante o evento, foi assinado um protocolo de colaboração entre a ANSR e a Câmara Municipal, reforçando a parceria para o desenvolvimento de ações conjuntas voltadas para a segurança no trânsito.

No painel dedicado à Prevenção Rodoviária, a Técnica Superior da ANSR, Rute Sousa, apresentou o tema “Visão Zero e os Planos Municipais de Segurança Rodoviária (2ª Geração)”, destacando o papel dos Planos de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) na redução da sinistralidade e na promoção de um trânsito mais seguro e eficiente.

No Seminário foram abordados temas relevantes como a condução de emergência, a sinalização rodoviária em situações de acidente, a sinistralidade urbana e medidas de acalmia de tráfego, contando com a participação de diversos especialistas e entidades do setor.

A ANSR reafirma o seu compromisso com a promoção da segurança rodoviária, colaborando ativamente com autarquias e outras instituições para a implementação de políticas e iniciativas que contribuam para a redução dos acidentes e a proteção de todos os utilizadores das vias.

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ANSR e Câmara Municipal de Braga promovem encontro sobre segurança rodoviária no âmbito da Visão Zero 2030

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​A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e a Câmara Municipal de Braga realizaram, no dia 28 de fevereiro de 2025, uma sessão de trabalho com o objetivo de fortalecer a colaboração interinstitucional e discutir estratégias para a melhoria da segurança rodoviária no concelho, no contexto da Visão Zero 2030.

O encontro reuniu representantes da Divisão de Mobilidade do Município, a Comandante da Polícia Municipal de Braga, Andreia Parede, a Vereadora Olga Pereira e o adjunto Jorge Louro. Pela ANSR, participaram Augusto Torbay, David Morais, Filipa Henriques e Rute Sousa, da Divisão do Observatório de Segurança Rodoviária da Unidade de Prevenção e Segurança Rodoviária.

Durante a sessão, Rute Sousa apresentou um panorama atualizado da sinistralidade rodoviária no Município de Braga, destacando os principais desafios locais e as ações previstas no âmbito da Visão Zero 2030. Os participantes puderam trocar experiências sobre boas práticas e discutir soluções adaptadas à realidade local.

O encontro reforça o compromisso da ANSR e do Município de Braga na promoção de um ambiente rodoviário mais seguro, impulsionando a implementação de medidas eficazes para a redução da sinistralidade e a proteção de todos os utentes da via pública.

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ANSR e Município de Guimarães debatem segurança rodoviária no contexto da Visão Zero 2030

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A ANSR e a Câmara Municipal de Guimarães realizaram, no dia 26 de fevereiro de 2025, uma sessão de trabalho conjunta para reforçar a colaboração institucional no âmbito da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e a
Câmara Municipal de Guimarães realizaram, no dia 26 de fevereiro de 2025, uma
sessão de trabalho conjunta para reforçar a colaboração institucional no âmbito
da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030.

A sessão contou com a participação da Divisão de Mobilidade
do município e do Comandante da Polícia Municipal de Guimarães, Daniel
Oliveira. Em representação da ANSR, a sessão contou com Augusto Torbay, Rute
Sousa e David Morais, da Divisão do Observatório de Segurança Rodoviária da
Unidade de Prevenção e Segurança Rodoviária, bem como Filipa Henriques, gestora
do projeto Visão Zero 2030.

A sessão teve início com uma apresentação de Rute Sousa,
intitulada “Visão Zero 2030 – Uma estratégia de Segurança Rodoviária pra
Salvar Vidas
”, a qual analisou os dados mais recentes sobre sinistralidade
e detalhou os objetivos da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária. O
encontro permitiu a discussão sobre os desafios específicos do município na
área da segurança rodoviária e a troca de conhecimentos para a implementação de
medidas eficazes de prevenção.

A iniciativa reforça o compromisso da ANSR na promoção de um
ambiente rodoviário mais seguro, alinhado com os princípios da Visão Zero 2030.​

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Nova Plataforma Digital Interativa sobre Sinistralidade

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A ANSR continua a apostar na modernização e digitalização e apresenta uma nova plataforma interativa com dados sobre a sinistralidade rodoviária, no dia em que divulga o Relatório Anual de Sinistralidade a 30 dias, fiscalização e contraordenações rodoviárias 2023.

A Autoridade Nacional de Se​gurança
Rodoviária (ANSR) volta a dar passos na inovação e hoje, dia em que divulga o
Relatório Anual de Sinistralidade a 30 dias, fiscalização e contraordenações
rodoviárias 2023, apresenta uma nova plataforma digital interativa, construída
na tecnologia Power BI.

Esta ferramenta permite uma exploração dinâmica e
personalizada dos dados relacionados com a sinistralidade rodoviária,
contribuindo para a modernização e digitalização dos serviços da ANSR,
garantindo que todos os cidadãos e interessados tenham fácil acesso a
informações cruciais, facilitando a análise de tendências e detalhes
significativos da sinistralidade rodoviária.

O acesso à nova plataforma Power BI, já disponível no site
oficial da ANSR (Sinistralidade
2023 a 30 dias - Dashboard
), oferece uma visão abrangente e atualizada
sobre diversos indicadores essenciais, como acidentes, vítimas mortais e
feridos graves e leves. Esta ferramenta proporciona aos utilizadores uma
compreensão ampla sobre o panorama atual da sinistralidade rodoviária em
Portugal, disponibilizando dados segmentados, designadamente, por distrito, por
natureza de acidente, localização, tipo de via, entre outros, para além da sua
comparação com os anos anteriores (até 2019).

A ANSR dá, assim, mais um passo em direção à modernização e
digitalização dos seus serviços, e reforça o seu compromisso com a
transparência e com o acesso facilitado à informação, possibilitando que todos
os interessados possam analisar as tendências e detalhes da sinistralidade
rodoviária de forma mais interativa e intuitiva.

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Relatório Anual de Sinistralidade a 30 dias, fiscalização e contraordenações rodoviárias 2023

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2023: MENOS ACIDENTES, VÍTIMAS MORTAIS E FERIDOS LEVES, MAS MAIS FERIDOS GRAVES FACE A 20191

A ANSR continua a apostar
na modernização e digitalização e apresenta uma nova plataforma
interativa com dados sobre a sinistralidade rodoviária, no dia em que
divulga o Relatório Anual de Sinistralidade a 30 dias, fiscalização e
contraordenações rodoviárias 2023.

A Autoridade Nacional de Se​gurança
Rodoviária (ANSR) volta a dar passos na inovação e hoje, dia em que divulga o
Relatório Anual de Sinistralidade a 30 dias, fiscalização e contraordenações
rodoviárias 2023, apresenta uma nova plataforma digital interativa, construída
na tecnologia Power BI.

Esta ferramenta permite uma exploração dinâmica e
personalizada dos dados relacionados com a sinistralidade rodoviária,
contribuindo para a modernização e digitalização dos serviços da ANSR,
garantindo que todos os cidadãos e interessados tenham fácil acesso a
informações cruciais, facilitando a análise de tendências e detalhes
significativos da sinistralidade rodoviária.

O acesso à nova plataforma Power BI, já disponível no
site oficial da ANSR (Sinistralidade
2023 a 30 dias - Dashboard
), oferece uma visão abrangente e atualizada
sobre diversos indicadores essenciais, como acidentes, vítimas mortais e
feridos graves e leves. Esta ferramenta proporciona aos utilizadores uma
compreensão ampla sobre o panorama atual da sinistralidade rodoviária em
Portugal, disponibilizando dados segmentados, designadamente, por distrito, por
natureza de acidente, localização, tipo de via, entre outros, para além da sua
comparação com os anos anteriores (até 2019).

A ANSR dá, assim, mais um passo em direção à modernização
e digitalização dos seus serviços, e reforça o seu compromisso com a
transparência e com o acesso facilitado à informação, possibilitando que todos
os interessados possam analisar as tendências e detalhes da sinistralidade
rodoviária de forma mais interativa e intuitiva.

Relatório Anual de Sinistralidade a 30 dias,
fiscalização e contraordenações rodoviárias 2023

Sinistralidade no Continente e Regiões
Autónomas

No ano de 2023, foram registados em
Portugal, 36.595 acidentes com vítimas, 642 vítimas mortais, 2.500
feridos graves e 42.873 feridos leves, distribuídos da seguinte forma:

·         No
Continente registaram-se 34.974 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 613
vítimas mortais, 2.308 feridos graves e 41.041 feridos leves.

·         Na
Região Autónoma dos Açores registaram-se 620 acidentes com vítimas, dos quais
resultaram 18 vítimas mortais, 95 feridos graves e 708 feridos leves.

·         Na
Região Autónoma da Madeira registaram-se 1.001 acidentes com vítimas, dos quais
resultaram 11 vítimas mortais, 97 feridos graves e 1.124 feridos leves.

Comparativamente a 2022, verificaram-se
aumentos nos principais indicadores: mais 2.319 acidentes com vítimas (+6,8%),
mais 24 vítimas mortais (+3,9%), mais 198 feridos graves (+8,6%) e mais 2.759
feridos leves (+6,9%).

Em relação a 2019[1] – ano de referência para
monitorização das metas de redução do número de mortos e de feridos graves até
2030 fixadas pela Comissão Europeia e por Portugal – registaram-se menos 656
acidentes (-1,8%), menos 46 vítimas mortais (-6,7%) e menos 2.061 feridos
leves (-4,6%). Em contrapartida, houve mais 117 feridos graves (+4,9%).

Em relação a 2014, o número de vítimas
mortais reduziu 3,9% contrastando com o agravamento dos restantes elementos:
+14,3% de acidentes, +14,8% de feridos graves e +10,9% de feridos leves.

Em 2023, o custo económico e social dos
acidentes rodoviários atingiu 7,2 mil milhões de euros, correspondente a 3,0 %
do PIB desse ano.

A União Europeia (UE27) registou 45,6 vítimas
mortais por milhão de habitantes, uma diminuição de 1% face a 2022, e de 10,8%
face a 2019, apesar da meta de redução de 50% das mortes na estrada até 2030
ser mais ambiciosa e requerer uma diminuição média anual de 6,1% face ao ano de
referência de 2019, o que representa uma redução de 22,3% entre 2019 e 2023.

Portugal registou
60,8 vítimas mortais por milhão de habitantes, uma redução de 9,1% face a 2019,
e um aumento de 1,8% face a 2022.

Sinistralidade no Continente

Em 2023 registaram-se 34.974 acidentes, 613 vítimas mortais, 2.308 feridos graves e 41.041 feridos graves.

Face a 2019, registou-se uma
diminuição nos acidentes, nas vítimas mortais e nos feridos leves, com menos
730 acidentes (-2,0%), menos 13 vítimas mortais (-2,1%) e menos 2.142 feridos
leves (-5,0%). Em contrapartida, houve mais 140 feridos graves (+6,5%).

Em comparação com o ano de 2022,
observaram-se aumentos em todos os indicadores, exceto no índice de gravidade.
Registaram-se mais 2.186 acidentes (+6,7%), mais 22 vítimas mortais (+3,7%),
mais 184 feridos graves (+8,7%) e mais 2.595 feridos leves (+6,7%).

De salientar que, em 2023 registou-se um aumento na circulação
rodoviária
 de 7,9% face a 2022, o que corresponde a um acréscimo no
risco de acidentes. Este aumento é também evidenciado pelo crescimento de 6,0%
no consumo de combustível rodoviário, segundo dados da Direção-Geral de Energia
e Geologia[2], em linha com a variação de acidentes com
vítimas (+6,8%).

Quanto à distribuição por entidades gestoras de
via
 (EGV), 51,1% do número de vítimas mortais registou-se na rede
rodoviária sob a responsabilidade das seguintes entidades gestoras de via
(EGV): Infraestruturas de Portugal (44,7%), Brisa (4,4%) e Município de
Loulé (2,0%). No global, 52,4% das vítimas mortais decorreram de acidentes nas
vias da rede rodoviária nacional (7,7% na rede concessionada para além da
Infraestruturas de Portugal), cabendo às vias sob gestão municipal a proporção
de 47,1%.

Face a 2019, verificou-se que as Concessões
Ascendi, Algarve e Brisa foram as EGV que tiveram reduções maiores nas vítimas
mortais, 41,7% (menos 5), 33,3% (menos 1) e 25,0% (menos 9), respetivamente. Na
rede sob gestão municipal o número de vítimas mortais reduziu 10,0% (menos 32).
O número de vítimas mortais registado na rede sob gestão da Infraestruturas de
Portugal aumentou 10,5% (mais 26).

Sinistralidade no Continente e Regiões
Autónomas 
nas várias dimensões:

§  Relativamente à natureza do
acidente,
 as colisões representaram 52,6% dos acidentes com vítimas e
estiveram na origem de 40,5% das vítimas mortais, de 46,1% dos feridos graves e
de 57,3% dos feridos leves. Face a 2022, o aumento de acidentes e vítimas foi
transversal às três categorias, sendo mais expressivo nas colisões quanto a
acidentes (+8,6%), feridos graves (+15,7%) e feridos leves (+8,6%), e nos
despistes no que concerne a vítimas mortais (+6,6%). Os atropelamentos
registaram um crescimento marginal na mortalidade (+1,0%) e, nos feridos
graves, verificou-se uma estabilidade absoluta, sem variação observada entre os
períodos analisados, revelando, ainda, as menores variações no que respeita a
acidentes e feridos leves.

§  Em termos de localização, a
sinistralidade dentro das localidades[3] representou 79,2% dos acidentes,
54,5% das vítimas mortais, 67,3% dos feridos graves e 77,2% dos feridos leves.
Em comparação com 2022, o aumento foi transversal aos dois parâmetros - dentro
e fora das localidades - em todas as variáveis. Contudo, a subida revelou-se
mais expressiva dentro das localidades em toda a tipologia de vítimas e
respetivos acidentes, com especial destaque para o incremento de feridos graves
(+12,9%).

§  Quanto ao tipo de via, os
arruamentos mantiveram-se como a tipologia mais frequente, concentrando a
maioria dos acidentes (62,8%), vítimas mortais (34,4%), feridos graves (46,3%)
e feridos leves (60,2%). No entanto, ao representarem uma menor proporção de
vítimas mortais (34,4%) e feridos graves (46,3%), face ao peso dos acidentes
(62,8%) revelam menor gravidade. Inversamente, as estradas nacionais
destacaram-se pela maior gravidade, com 31,0% das vítimas mortais, superior ao
peso dos acidentes (19%). Os itinerários principais, pese embora as reduções
que registaram nos acidentes, exibiram o índice de gravidade mais elevado
(7,8), à semelhança de 2022 e 2019. As estradas regionais mostraram, face a
2022, os aumentos mais expressivos na mortalidade (+214,3%), além de elevações significativas
em feridos graves (+24,1%) e acidentes (+14,1%). Em contraciclo, existiram
descidas significativas em vítimas mortais e feridos graves nas
autoestradas (vítimas mortais: -14,0% e feridos graves: -6,8%) e nas estradas
municipais (vítimas mortais: -32,6% e feridos graves: -2,2%), bem como nos
itinerários complementares (feridos graves: -17,3%).

§  Os distritos de Lisboa e
Porto permaneceram os territórios distritais com maior número de acidentes
(19,8% e 16,7%, respetivamente) e vítimas, contudo Lisboa continuou a
apresentar uma tendência de desagravamento em vítimas mortais (-20,0%) e o
Porto em feridos graves (-2,3%). Braga, Castelo Branco (o maior crescimento
relativo em vítimas mortais e feridos graves) e Setúbal ampliaram
proporcionalmente a sinistralidade grave, destacando-se pelo crescimento em
vítimas mortais e feridos graves. Por outro lado, no que diz respeito a
acidentes, o distrito de Coimbra registou uma diminuição de 3,0% nas
ocorrências, enquanto Bragança (-36,4%), Évora (-36,8%) e Viseu (-25,7%)
apresentaram reduções significativas na mortalidade.

§  Relativamente à categoria de utente,
os condutores representaram a maioria das vítimas mortais (66,7%), dos feridos
graves (71,4%) e dos feridos leves (67,7%), sendo o segmento com maiores
aumentos face a 2022 os feridos graves (+16,0%) e as vítimas mortais (+5,9%).
Os peões mantiveram a sua representatividade nas vítimas mortais (17,0% em 2023
face 17,3% em 2022) embora apresentado um crescimento marginal de 1,9%. O
número de feridos graves manteve-se em relação a 2022. Quanto aos passageiros,
registaram uma ligeira diminuição (-1,9%) na mortalidade e uma variação mais
acentuada nos feridos graves (-11,6%).

§  Quanto à categoria de veículo, a
maioria das vítimas mortais (43,0%) e dos feridos graves (39%) circulava em
veículos ligeiros (condutores e passageiros). Este segmento, contrariamente à
tendência global, obteve uma ligeira redução (-2,7%) de feridos graves face a
2022. Os motociclos com cilindrada superior a 125cc são o segundo segmento com
o maior número de vítimas mortais (18,2%) e de feridos graves (20,0%) tendo
registado um crescimento expressivo de vítimas mortais (+11,4%), bem como de
feridos graves (+45,1%) face a 2022, dando continuidade ao aumento de 16,7%
registado nas vítimas mortais entre 2022 e 2019. Os motociclos com cilindrada
(até 125cc), embora com uma representatividade menor (7,5% do total das vítimas
mortais e 11,8% do total dos feridos graves) registaram um crescimento de 37,1%
nas vítimas mortais e de 25,5% nos feridos graves, entre 2022 e 2023. Em
contraciclo, os utentes de veículos pesados obtiveram uma redução acentuada nas
vítimas mortais (-43,8%). As ocorrências com veículos agrícolas, embora
diminutas em comparação com as restantes categorias, continuaram a exibir a
maior gravidade: 9 em cada 100 vítimas resultaram em óbitos.

§  No que respeita ao perfil das
vítimas
, 79,4% das vítimas mortais e 76,4% dos feridos graves foram utentes
do sexo masculino, predominando nos casos mais graves. No entanto, a proporção
feminina aumentou à medida que a gravidade diminuiu (feridos leves: 40,8%).
Face a 2022, os homens apresentaram aumentos superiores às das mulheres nas
vítimas mortais (11,0% vs 2,0%), tendo também registado um
aumento de feridos graves (+13,5%), enquanto o sexo feminino registou uma
diminuição de 4,7% nestas vítimas.

§  A análise à antiguidade do parque
automóvel envolvido em acidentes com vítimas
, mostrou que os veículos com
idade inferior a 10 anos representaram 38,7% do total, com estabilidade em
relação aos anos anteriores. A quota dos veículos mais velhos foi ampliada, uma
vez que a principal categoria de veículos – os ligeiros - com mais de 25 anos
aumentou de 11,6% para 14,0% em 2023. Estes últimos, os motociclos de
cilindrada mais elevada e os ciclomotores tiveram maior proporção de veículos
antigos (≥ 25 anos). Em contrapartida, os motociclos de menor cilindrada
evidenciaram um parque mais recente.

Fiscalização de veículos e condutores e
processos contraordenacionais no Continente:

·         Durante
o ano de 2023, foram fiscalizados um total de 178,2 milhões de
veículos, evidenciando um aumento de 36,3% em comparação com o ano anterior.
Desse número, 166,0 milhões (93,1%) foram fiscalizados pelo Sistema Nacional de
Controlo de Velocidade (SINCRO), representando um aumento de 39,4%, 7,8 milhões
foram fiscalizados pela GNR (+10,0%), 1,1 milhão pela Polícia Municipal de
Lisboa (+15,2%) e 3,4 milhões pela PSP representando esta última um decréscimo
de 7,5%.

·         Quanto
ao número de infrações registadas, houve um aumento em relação
a 2022, totalizando 1,7 milhão de infrações (+11,1%). O SINCRO registou um
aumento de 25,3%, totalizando 538,9 mil infrações, enquanto a PSP teve um
acréscimo de 44,9%, com 362,1 mil infrações. Por outro lado, a GNR e a PML
registaram decréscimos de 7,9% e 4,5%, respetivamente, contabilizando 458,9 mil
e 311,3 mil infrações, cada uma das entidades pela mesma ordem.

·         A taxa
de infração
 (nº de infrações/nº de veículos+condutores fiscalizados)
foi de 0,81% com um decréscimo de 15,5% face ao ano anterior (0,95%). O SINCRO
registou uma taxa de infração de 0,32% (-10,1% face ao ano anterior), a GNR
assinalou uma taxa de 5,90% (-16,3%), a PSP teve uma taxa de 10,75% (+56,6%) e
a PML registou uma taxa de 8,97% (-9,5%).

·         As infrações
por excesso de velocidade
 aumentaram 8,5% em 2023 face ao ano
anterior, totalizando 951,2 mil infrações, contudo a taxa de infração em 2023
situou-se em 0,41%, uma diminuição de 15,4% face ao registado em 2022 (0,48%).

·         Relativamente
à condução sob o efeito do álcool, em 2023 foram submetidos ao
teste de pesquisa de álcool 2,3 milhões de condutores, o que representa um
aumento de 27,2% no número de testes efetuados, comparativamente a 2022, o que
teve como consequência um aumento de 5,4% nas infrações por influência do
álcool. No entanto a taxa de infração reduziu 17,1% de 2,01% em 2022 para 1,66%
em 2023.

·         Em
relação às outras tipologias de infração, face a 2022 registaram-se
aumentos generalizados em quase todas as principais tipologias, salientando-se
a ausência de seguro (+84,1%), a ausência de inspeção periódica obrigatória
(+38,3%), a utilização de telemóvel (+9,1%) e as referentes aos sistemas de
retenção para crianças (+9,0%). Verificou-se apenas uma ligeira diminuição nas
infrações de não utilização do cinto de segurança (-0,7%).

·         No
que diz respeito a detenções, houve um aumento de 26,0%,
totalizando 43,2 mil detenções. Mais especificamente, as detenções relacionadas
com infrações por efeito de álcool somaram 24,1 mil (+28,3%) e por falta de
habilitação legal totalizaram 15,5 mil (+36,4%).

·         Até
ao final de 2023, 687,5 mil condutores encontravam-se sancionados com a
subtração de pontos na carta, representando um aumento de 32,7% em
relação ao ano anterior.

·         Desde
a entrada do sistema carta por pontos em e de junho de 2016 e até ao final de
2023, 2.987 condutores ficaram com o seu título de condução cassado,
577 dos quais em 2023.

·         Em
2023, relativamente aos autos de contraordenação, foram decididos 1,0 milhão
(+12,5% face a 2022), cobrados 1,0 milhão (+53,9% que no ano anterior),
enquanto 48 prescreveram (-91,8% que em 2022).

Consulte o Relatório Anual
de Sinistralidade a 30 dias, fiscalização e contraordenações 2023 e o
respetivo anexo.

[1] Considerando
que os anos de 2020 e de 2021 registaram quebras significativas da circulação
rodoviária face a 2019 e, consequentemente, na sinistralidade, a Comissão
Europeia decidiu adotar este ano para fixação e monitorização das metas a
atingir em 2030.

[2] https://www.dgeg.gov.pt/pt/estatistica/energia/petroleo-e-derivados/vendas-mensais/

[3] Área
delimitada pelos sinais do Regulamento de Sinalização de Trânsito que
identificam e fixam o início e fim das localidades para, a partir do local em
que estão colocados, começarem a vigorar as regras especialmente previstas para
o trânsito dentro e fora das mesmas.

Dentro das localidades abrange não só arruamentos, mas
também Estradas Nacionais (EN) e Estradas Municipais (EM) que atravessam
localidades, e nem todas correspondem ao ambiente efetivo de rodovia urbana,
uma vez que há sinais de localidade, que são colocados a uma distância
considerável do efetivo início da zona urbanizada.​​

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ANSR e Câmara Municipal de Santo Tirso debatem desafios da segurança rodoviária no âmbito da Visão Zero 2030

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A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) reuniu com a Câmara Municipal de Santo Tirso no passado dia 28 de fevereiro de 2025 para uma sessão de trabalho dedicada à melhoria da segurança rodoviária no concelho, no contexto da Visão Zero 2023. O encontro teve como objetivo estreitar a cooperação entre as entidades e analisar os principais desafios locais relacionados com a sinistralidade.

A sessão contou com a presença do Vereador Tiago Araújo, que
recebeu a delegação da ANSR, composta por Augusto Torbay, David Morais, Filipa
Henriques e Rute Sousa, da Divisão do Observatório de Segurança Rodoviária da
Unidade de Prevenção e Segurança Rodoviária. Durante a reunião, foram
analisados os dados mais recentes sobre sinistralidade no município e
discutidas soluções para a implementação de medidas preventivas.

Rute Sousa apresentou um panorama detalhado da situação
rodoviária local, destacando as áreas prioritárias para intervenção e as boas
práticas que podem ser aplicadas no âmbito da Visão Zero 2030. O debate
permitiu uma troca de experiências enriquecedora e reforçou a necessidade de
uma abordagem integrada para a redução dos acidentes rodoviários.

A iniciativa sublinha o compromisso da ANSR e da Câmara
Municipal de Santo Tirso na promoção de um ambiente rodoviário mais seguro,
contribuindo para a implementação de estratégias eficazes de prevenção e
segurança viária no município.​

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ANSR PARTICIPA NA CONFERÊNCIA “VAMOS VIVER NA ESTRADA”

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​No dia 27 de fevereiro, teve lugar a Conferência “Vamos Viver na Estrada”, organizada pela revista Motos em parceria com a Seguro Directo, no Museu Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais. A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) marcou presença neste evento, representada pela Vice-Presidente, Ana Tomaz.

Esta Conferência teve como objetivo apresentar e analisar o estudo “Vamos Viver na Estrada by Seguro Directo”, baseado em inquéritos, realizados ao longo de 2024, feitos à comunidade que convive e interage na via pública, sobre a perceção da Segurança Rodoviária, a que se seguiu um debate sobre o tema e que soluções podem ser adotadas no futuro em prol de uma maior segurança nas estradas em Portugal.

A Vice-Presidente da ANSR integrou o primeiro painel de oradores, intitulado “Sinistralidade em Números”, onde foram discutidos temas como as estatísticas de acidentes em Portugal, os principais fatores que contribuem para sua ocorrência, o perfil e comportamento dos condutores nas estradas, além de estratégias de prevenção e medidas para reduzir a sinistralidade rodoviária. Ana Tomaz ressaltou a necessidade de uma mudança de abordagem no combate à sinistralidade, enfatizando que esta deve ser tratada de forma sistemática e holística, em linha com a Visão Zero e os cinco pilares do Sistema Seguro: Utilizadores, Infraestruturas, Velocidades, Veículos e Resposta Pós-Acidentes. Isto implica a adoção de medidas de segurança rodoviária que vão além das campanhas de sensibilização.

Foram ainda discutidas formas de integração das vítimas na sociedade, os apoios disponibilizados pelo Estado, a legislação em vigor e as políticas públicas relacionadas com a segurança rodoviária e a importância de se de ter uma boa seguradora na prevenção da sinistralidade e na promoção da segurança rodoviária.

Como oradores deste painel, moderado por Margarida Vaqueiro Lopes, estiveram também o Deputado Miguel Santos (PSD), o Professor Arlindo Donário (UAL), o Responsável de Sinistros Automóvel da SEGURO DIRECTO/Grupo AGEAS, Paulo Charraz e um representante da Associação Salvador.

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Campanha “No Carnaval, festeje em segurança”

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ANSR Lança Campanha “No Carnaval, Festeje em Segurança” e Promove Ações de Sensibilização Contra o Álcool na Condução. val!

​Nos dias 1 e 3 de março, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) estará, a convite da Câmara Municipal de Torres Vedras, a participar em duas ações de sensibilização sobre a temática do álcool, dirigidas aos que ali vão festejar o Carnaval, nomeadamente aos condutores. Estas duas ações serão realizadas com o Município local, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública.

A ANSR aposta na promoção de um Carnaval seguro para todos e vai alertar condutores e foliões sobre os graves riscos associados ao consumo de álcool na condução.

Simultaneamente, daremos início à nossa campanha "No Carnaval, festeje em segurança" nas redes sociais, que se estenderá de 28 de fevereiro a 5 de março. Esta iniciativa visa alertar os condutores sobre os perigos associados a comportamentos de risco ao volante. A ANSR reforça que NA ESTRADA, TODO O CUIDADO É POUCO e convida todos a adotar atitudes responsáveis durante as festividades carnavalescas.

A mensagem é clara: Junte-se a esta causa. FESTEJE EM SEGURANÇA!

👉 Saiba mais sobre a campanha e siga-nos nas redes sociais para dicas e informações durante o Carnaval!

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