Finlândia vence Prémio de Segurança Rodoviária do Conselho Europeu da Segurança dos Transportes para 2024

​A Finlândia foi a vencedora do prémio de 2024 do Conselho Europeu da Segurança dos Transportes (ETSC) pelos progressos notáveis em matéria de segurança rodoviária.

O país reduziu substancialmente o número de mortes nas estradas em 29% ao longo da década até 2023, enquanto a redução média na União Europeia (UE) foi de apenas 16%.

O galardão, conhecido como o prémio Índice de Desempenho da Segurança Rodoviária (PIN), reconhece os progressos da Finlândia em matéria de segurança rodoviária, que comprovam os objetivos a longo prazo e a estratégia abrangente do país para melhorar a segurança rodoviária de todos os utentes da estrada.

No relatório hoje divulgado pelo ETSC são dados a conhecer os resultados produzidos pela ANSR sobre sinistralidade em Portugal Continental, incluindo a estimativa de vítimas a 30 dias em 2023.

Neste âmbito, estima-se que Portugal tenha registado uma subida de 1,5% no número de vítimas mortais em acidentes rodoviários em 2023 face ao ano anterior, ainda que substancialmente inferior à verificada em 2022 face a 2021 (11,1%).

Estes aumentos surgem num contexto de recuperação do normal funcionamento da atividade económica, com subsequente incremento na circulação rodoviária.

Considerando 2019 como referência, em 2023 registou-se uma redução de 4,2% no número de vítimas mortais em Portugal face àquele ano.

Numa perspetiva alargada, comparando com o ano de 2013, verifica-se que o número de vítimas mortais nos países da UE27 resultantes de acidentes rodoviários diminuiu 16,0% entre 2013 e 2023.

Assim, desde 2013, em termos de redução, Portugal posicionou-se aquém de muitos dos países da UE27, porém equidistante dos respetivos extremos – inferiores e superiores.

Em suma, Portugal apresenta uma redução na mortalidade rodoviária que, embora modesta e abaixo da média europeia, ainda reflete uma tendência de diminuição nas mortes nas estradas. Esta evolução, embora não alcance as metas mais ambiciosas da UE, mostra uma resiliência face aos desafios e variações conjunturais que poderiam influenciar negativamente estes indicadores.

Consulte aqui o comunicado.

Consulte aqui o relatório.