ANSR na “Praça da Alegria” da RTP1

​Rui Ribeiro, Presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, esteve ontem na RTP1, no programa “Praça da Alegria”, para falar da presença da ANSR na 50ª edição do Portugal Fashion, no âmbito das suas ações de sensibilização, desta vez centradas nos perigos da utilização do telemóvel durante a condução. Este é o segundo ano em que a ANSR faz uma parceria com Katty Xiomara, que este ano criou uma t-shirt e um tote bag, com o objetivo de alertar, sensibilizar as pessoas para a segurança rodoviária e para “a consciência de que quando estamos na estrada, a responsabilidade é de todos”. Afirmou que este ano, a ANSR disponibiliza no evento um simulador de um carro, convidando os participantes a entrar numa viagem  em  que “de repente toca o telemóvel e ou bem que temos que atender ou escrever uma mensagem. Não corre nada bem”. Porque, explicou Rui Ribeiro, “se vamos a 50km/h e tocar um telemóvel”, olhar durante 3 segundos é o mesmo que percorrer “uma fila de dez carros de olhos fechados”.

O Presidente da ANSR falou ainda sobre os números da sinistralidade rodoviária, referindo que Portugal tem ainda muitas mortes na estrada, o que “é dramático, um problema de saúde pública”. A propósito do estudo “O impacto económico e social da sinistralidade rodoviária em Portugal”, apresentado esta semana, Rui Ribeiro referiu que “em 2019, os custos económicos e sociais da sinistralidade rodoviária foram superiores a 6 mil milhões de euros, o equivalente a 3% da riqueza produzida nesse ano”.

Sublinhou ainda que o excesso de velocidade, o uso do telemóvel durante a condução, o álcool e as drogas, continuam a ser as principais causas da sinistralidade rodoviária, mas que também as condições das estradas são um fator importante. “As infraestruturas têm um papel fundamental. E acrescentou que  “uma estrada do futuro, bem construída, não deveria permitir que houvesse um choque frontal”.

Comportamento humano, segurança dos veículos e infraestruturas que protegem são a chave para a redução da sinistralidade rodoviária, um desígnio nacional, onde há ainda “muito para fazer”, concluiu.

Assista à entrevista aqui.