1º Fórum Nacional de Segurança, Sensibilização e Prevenção Rodoviária para Motociclistas

1º Fórum Nacional de Segurança, Sensibilização e Prevenção Rodoviária para Motociclistas, iniciativa desenvolvida pela BÊNÇÃO DOS CAPACETES em parceria com a ANSR, GNR e PSP.

​Decorreu no dia 26 de março, no Pavilhão da Expotorres, em Torres Vedras, o 1º Fórum Nacional de Segurança, Sensibilização e Prevenção Rodoviária para Motociclistas, promovido pela Bênção dos Capacetes, em parceria com a ANSR, GNR e PSP.

O Presidente da ANSR, Rui Ribeiro, foi um dos oradores do evento, tendo apresentado alguns números para lançar a reflexão sobre a sinistralidade rodoviária no geral, e a sinistralidade relativa aos motociclos, em particular: “Apesar de, entre 2010 e 2020, ter duplicado o número de motociclos, o número destes veículos envolvidos em acidentes diminuiu 13% e o número de vítimas mortais diminuiu 50%. A evolução não é negativa, estamos no bom caminho, duplicamos o número de veículos na estrada e o número de vítimas diminuiu para metade”. Mas importa referir que uma vítima é sempre demais.

Rui Ribeiro fez ainda uma caracterização dos acidentes que envolvem motociclos: mais de 50% acontecem em meio urbano e com motociclos com mais de 125cc, e embora não haja um padrão claro, estudado pela ANSR, do que se passa nos dias da semana, durante o fim de semana parece haver o dobro de acidentes do que em relação a qualquer outro dia da semana, altura em que se utiliza a mota para passear e para diversão.

No que diz respeito às faixas etárias dos motociclistas intervenientes em acidentes, o Presidente da ANSR chamou a atenção para a faixa dos 25 aos 64 anos, que representa 70% das vítimas mortais, e para a faixa etária dos 18 aos 24 anos, que causa preocupação, por representar 8% do total de acidentados com motociclos. “Ao colocarmo-nos em cima de uma mota temos que ter consciência da nossa segurança, testar travões, verificar as luzes. (…) Ter consciência de que somos condutores vulneráveis nas motas, é fundamental, já que 95% dos acidentes com motas têm vítimas”, alertou.

Concluiu que “nesta trilogia entre as motas, a estrada e as pessoas, há uma responsabilidade partilhada, é preciso investir mais em segurança” e que “temos que ser visíveis e protegermo-nos”. Rui Ribeiro sublinhou ainda que “a ANSR tem feito um grande trabalho, nomeadamente de aproximação com todas as comunidades, em particular com a comunidade dos motociclistas, com o objetivo de trabalhar em conjunto” e com o mesmo objetivo: “quando entramos num veículo, qualquer que seja, que possamos chegar ao destino em segurança”.

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